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Cúmplice II

De repentecomo uma ostra o poeta sai da casca
e em forma de versos... mostra-se
alheio ao que pensam e ao que buscam
chora dores que nunca sentiu
pena por amores que nunca teve.


O poeta é vulcão em erupções calientes
mas é brisa mansa em plantas rasteiras
o poeta é estar-se livre
é escrever por escrever
é desbravar em palavras
as angústias de um mundo desconhecido.

Ser poeta é, às vezes, esconder-se do mundo que ele não aceita
tenta mudar o mundo
e não consegue mudar a si.

Nós, os poetas,
carregamos as dores que todos carregam
porém, em nós, se eternizam em nossas rimas
por mais tortas ou desconexas que sejam,
ficam plasmadas nos nossos corações e mentes.

Depois... depois se esvaem em poemas e canções perenes
aí, fechamos nossas janelas
e voltamos a ostra
para quem sabe, em algum novo poema
a vida se torne plena.

Kleber Pedrosa

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